terça-feira, 9 de setembro de 2008

HINO DE RIO DO FOGO

Rio do Fogo meu recreio amigo
De morros brancos e belos coqueirais
Em alta noite eu sonhei contigo
Vertendo prantos por não ti ver mais
Quando acordei o sonho era ilusão
Maldito sonho que robou-me a calma
Me vi quase morto de aflição
Em desespero a minha pobre alma
Recordo ainda os dias ventuosos
Em teu parracho de águas mult'cores
Linda praieira de olhos velhos idosos
Na capela de teu povoado
De mãos postas em gestos suplicantes
Olhando os seus filhos em pecados
Nossa senhora mãe dos navegantes
Autor: José Porto Filho

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

17 DE SETEMBRO


Através de um plebiscito realizado no dia 17 de setembro de 1995 deu-se início ao processo de emancipação política de Rio do Fogo. No mesmo ano, em 21 de dezembro, através da Lei nº 6.842, sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Garibaldi Alves Filho, Rio do Fogo desmembrou-se de Maxaranguape, tornando-se município do Rio Grande do Norte.


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

CAPELA NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES (IGREJINHA)

ANTIGAMENTE



ATUALMENTE
A Capela Nossa Senhora dos Navegantes foi a primeira igreja construida na cidade de Rio do Fogo. Sua construção foi em 1901 pelos próprios moradores, feita com pedras do mar e óleo de baleia.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

MULHERES DO RIO DO FOGO


MULHERES DO RIO DO FOGO
Existe um encontro diário entre o mar
E as mulheres do Rio do Fogo.
O mar oferece algas marinhas,
as mulheres as buscam na praia.

Pela praia, elas seguem catandoas
algas e cantando mágoas.
O mar responde
com o murmúrio das ondas.

A música delas fala da vida,
de seus problemas e dilemas.
A sinfonia do mar é acalanto.
As algas são importantes para as mulheres.

As mulheres são vitais para o mar.
Dia após dia, maré após maré,
o mar não descansa,
e as mulheres não cansam.

As mulheres tiram
das águas seus sustentos.
O mar recebe, em troca,
a companhia amiga.

Algumas esperam, na mesma praia,
que o mar devolva seus companheiros.
E eles voltam, crestados pelo sol.
com peixes e saudades.

Chamam-nas “marisqueiras”.
Marisqueiras da praia do Rio do Fogo.

Mas, em verdade, em verdade,
elas são mulheres! Mulheres valentes!
Mulheres do Mar, do Rio, do Fogo.

David de Medeiros Leite
Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2007Código do texto: T742069